Seguindo pela rodovia Anhanguera, entre as cidades de Cajamar e Jundiaí, encontrei um lugar onde descansam umas das máquinas mais usadas no processo de expansão e crescimento do Brasil.
Um lugar onde poderia ser um museu, tanto pela sua história, quanto pelas pessoas que ali fizeram parte deste processo.
A vila chamada de Gato Preto, (na verdade não tive o prazer de encontrar nem um felino por lá) e em conversas com alguns moradores, não obtive resposta do porque Gato Preto.
As máquinas que me referi são velhos trens de carga da companhia Brasileira de cimento Portland Perus, aposentados pelos seus donos e pelo próprio tempo. Tempo este que é implacável com tudo. Neste lugar que tem em suas dependências, um ar sombrio que em primeiro momento pode não ser convidativo.
No carnaval de 2009 realizei algumas fotos, com o intuito de fazer um ensaio sobre como, o homem ocupa, usa e abandona, fábricas, casas e terras. Mas deixei engavetado por quase um ano, resolvi voltar e desta vez as fotos foram feitas, com uma pinhole digital. O resultado era tentar mostrar os mesmos lugares de uma forma, que desse a impressão e certo estranhamento aos olhos de quem observa, pois as fotos da pinhole não trás definições precisas como as outras.
Estas fotos mostram como o tempo e o homem podem ser cruéis com sua própria história.
Carlos Lira









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